HISTÓRIA

DEZ ANOS DEPOIS, ROCHAVERÁ AINDA DITA TENDÊNCIAS E SEGUE NA VANGUARDA. INAUGURADO EM 2008, EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO TRANSFORMOU UM PEDAÇO DA ZONA SUL DE SÃO PAULO E APRESENTOU CONCEITOS INÉDITOS NO BRASIL

Erguer um complexo de torres comerciais com o que há de melhor nos quesitos tecnologia, conforto e segurança sem deixar de elevar ao máximo a busca pelo bem-estar das pessoas e a preocupação com as questões paisagísticas, urbanísticas e ambientais. Esta foi a meta do Rochaverá Corporate Towers, inaugurado em maio de 2008 entre as avenidas Chucri Zaidan e Nações Unidas, no bairro do Brooklin, zona sul de São Paulo. 

O complexo de escritórios surpreendeu o mercado imobiliário ao apresentar soluções ousadas, inéditas no Brasil. Foi pioneiro em um modelo que busca a total integração do terreno com o entorno. Dez anos depois da inauguração da primeira de suas quatro torres, o Rochaverá segue na vanguarda quando o assunto é edifício comercial. “Nossa ideia sempre foi ser um indutor de transformações e melhorias para a cidade”, diz Roberto Lima, líder do projeto na época de sua criação e presidente da Autonomy Investimentos. “Construções impactam a vida das pessoas que moram, trabalham ou apenas passam pela região. Se você entrega algo ruim, você está prejudicando todas elas”, afirma o executivo. 
Exemplo maior dessa preocupação social do Rochaverá é o fato de 17 mil dos 38 mil metros quadrados do terreno serem abertos ao público. Não é preciso ser inquilino ou visitante para usufruir de seus jardins arborizados e dos 10 mil metros quadrados de área verde repleta de espécies da Mata Atlântica. O projeto privilegia o pedestre – mais de 15 mil pessoas trabalham no Rochaverá e milhares cruzam seus jardins diariamente. “É um empreendimento pensado para as pessoas”, resume Lima. A área externa das torres funciona como um parque semipúblico, aberto inclusive nos fins de semana. É possível passear pelas praças, sentar-se no gramado e curtir o cuidadoso paisagismo assinado pela americana Pamela Burton e pelo renomado paisagista brasileiro Sérgio Santana. Ocasionalmente, ocorrem shows musicais no espaço. O Rochaverá elevou o modelo de uso e ocupação dos espaços da cidade a um novo patamar. 

Os usuários da estação Morumbi de trem (linha 9 – Esmeralda), anexa às torres, têm acesso direto e livre ao terreno. Isso coloca o Rochaverá interligado a todo o sistema de transporte da cidade – a linha lilás do metrô está a duas estações, e a linha ouro, quando pronta, em 2019, em frente ao empreendimento, ligará o complexo ao aeroporto de Congonhas. Tamanha mobilidade para este pedaço da cidade era impensada até pouco tempo atrás. Nos anos 1990, galpões de fábricas desativadas dominavam a paisagem na região. A operação urbana Água Espraiada, lançada pelo poder público, começou a mudar timidamente este cenário na virada da década. De olho no desenvolvimento proposto pela prefeitura, a Autonomy Investimentos apostou no Rochaverá. Hoje os arredores da avenida Chucri Zaidan são recheados de hotéis de alto padrão e de uma enorme gama de serviços. O Rochaverá impulsionou a transformação da região em um novo centro de negócios da cidade. 

CERTIFICAÇÃO LEED E GERAÇÃO DE ENERGIA 
O Rochaverá foi um dos primeiros prédios do Brasil a receber a certificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design). O selo é concedido pelo U.S. Green Building Council, organização sem fins lucrativos que promove a sustentabilidade ambiental de edifícios. O empreendimento conta com sua própria usina de energia. A Central de Cogeração de Energia atende 100% das necessidades do condomínio, tornando-o completamente independente. Trata-se da maior usina particular em complexo de edifício de escritórios da América Latina, com capacidade para 10 mil KW. “Somos o empreendimento que tem a maior usina de geração de energia elétrica com sistema de cogeração para produção de água gelada”, conta Guilherme Aquino Costa, da Autonomy Investimentos. A usina gera energia capaz de atender a uma cidade de 30.000 habitantes e opera de forma totalmente independente da concessionária de energia quando necessário e de acordo com a estratégia de minimização de interrupção e custo de operação”, conta Moraes.

O uso da água também recebeu atenção especial no projeto. O Rochaverá conta com sistema de reutilização da chuva para o abastecimento do ar-condicionado. A despeito de haver toda a infraestrutura para veículos motorizados (são quatro mil vagas em três subsolos de garagem), há um estímulo para a utilização de bicicletas. O Rochaverá desenvolveu até um sistema de aluguel de bicicletas para seus inquilinos. Nos últimos anos, com o aumento da malha de ciclovias na cidade, os bicicletários com chuveiros e vestiários, que já existiam desde a inauguração do complexo, foram expandidos tornando a experiência de pedalar entre a casa e o trabalho muito mais agradável. O empreendimento conta ainda com uma biblioteca comunitária e, em breve, terá uma horta orgânica no topo de uma das torres. 

Tantos diferencias atraíram dezenas de empresas multinacionais para o Rochaverá, ocupando todos os 125 mil metros quadrados de área alugável. Entre elas, destacam-se Down Química, Boehringer, Basf, Mastercard, Hyundai e Banco Votorantin. “As empresas multinacionais têm seus escritórios aqui como benchmarking.”, afirma Moraes.

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